Sat Nov 22, 2014, 700 words, read in about 3 mins.
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Eu voltei do mundo Mac para o mundo Linux no início de 2013 quando meu velho Macbook Pro 2008 começou a ficar ultrapassado. Lembro de passar uns maus bocados tentando abrir as fotos que estava tirando com minha câmera digital nele.

Sou usuário Linux desde a época em que se comprava revistas que vinham com CD do Conectiva Guarani. Naquela época era comum utilizar um dual-boot com Windows, pois o Linux não era capaz de substituir a maioria das funções de um PC Windows. Nesta mesma época Macintosh era equipamento utilizado apenas em algumas agências de publicidade e estúdios de computação gráfica, como uma opção “acessível” às caríssimas estações da Silicon Graphics.

Eu só virei usuário Mac em 2009 quando fui influenciado pela comunidade de programadores que viam o equipamento como a melhor ferramenta, combinando uma plataforma estável e bonita, bons softwares comerciais (Textmate, Keynote, etc) com características da plataforma Unix. Isto ainda é factível, tirando algumas peculiaridades, como a falta de um gerenciador de pacotes confiável (MacPorts e Homebrew são horríveis) e os problemas com algumas tecnologias (ex.: Java), o que mais me incomoda é o alto custo.

Antes de desistir do Mac cheguei até a montar um Hackintosh caseiro, com 4x mais RAM e uma CPU mais recente, pra dar conta do trabalho pesado com fotos e vídeos. O projeto até que funcionou, de um certo modo. Era estável, mas não podia sequer pensar em fazer updates do sistema operacional, algo que me incomodava muito principalmente no quesito segurança. No final o Hackintosh virou um desktop Windows e o Steam nele virou “fumaça”, pois a falta de tempo e ânimo para jogar eram bem mais “sólidos”.

Resolvi então trocar meu velho notebook por um que atendesse minhas necessidades. Muito espaço em disco, muita RAM e a melhor CPU que o melhor custo/benefício pudesse encontrar. Pesquisar Macs com estas características aqui no Brasil é uma tarefa desanimadora. Na época, lembro que um Macbook Pro Core i5 com 4GB de RAM e 500GB de HD custava algo em torno de R$4000 nas lojas que vendiam com Nota Fiscal. Enquanto isso, era fácil encontrar notebooks Windows com processadores Intel Core i7, 1TB de HD, BlueRay, 8GB de RAM, etc, por menos de R$2700. Como a grana estava curta, achei que valia a pena reconsiderar as outras opções.

Dado todo o background, não foi difícil voltar ao mundo Linux. Adquiri um notebook da Samsung top-de-linha por 13 do preço de um Macbook equivalente em termos de CPU, RAM e HD. Óbviamente os Macs são muito melhores em outros quesitos, como resistência, material, tela, gabinete, etc, mas isto tudo é secundário quando se precisa de alto custo/benefício.

Desde que retornei ao Linux, outros acontecimentos importantes corroborarm minha decisão:

  • Docker fundou um novo tipo de cloud computing e é baseado em Linux. Desenvolvedores que utilizam Macs são obrigados a virtualizar Linux dentro de seus Macs para rodar Docker;

  • NSA é revelada ao mundo como o Big Brother, inclusive com relações com grandes empresas incluindo a Apple;

  • Últimas versões do Mac OS X estão apresentando muitos problemas;

  • Apple seguindo para um modelo de hardware totalmente fechado e que não aceita upgrades;

Finalizando

Claro que nem tudo é perfeito. Ainda surgem problemas de estabilidade nas diferentes distribuições Linux, mas eu já aprendi a contornar o problema. Tenho um mecanismo eficiente de sincronia de arquivos como backup e automatizei todo o setup dos meus computadores Linux com Puppet. Desta forma não preciso hesitar muito em reinstalar o Linux ou atualizá-lo para uma versão mais nova.

Alias, este ano fiz um upgrade no meu notebook. Coloquei um SSD e o HD antigo entrou no lugar do BlueRay que praticamente não tem mais utilidade para mim. Fazer isto nos Macbooks mais novos, onde tudo é soldado na placa-mãe, é impossível.


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